segunda-feira, 1 de julho de 2013

uma conta indeterminada


Peguei num, acendi e simplesmente deixei a minha raiva tomar conta dele, a minha frustração dominava, e embora eu soubesse que estava a ir pelo caminho errado, nada fazia para mudar aquela situação. Um após outro, até lhes perder a conta. Fui pé ante pé caminhando melancolicamente por um trajecto que nunca julguei que se tornasse no meu. Porém não dói...ao invés disso aliás, alivia a dor, retira a pressão e faz tudo parecer tão mais calmo. E assim somo mais um a uma conta indeterminada....limpo as lágrimas que nem com  tanto fumo secam, e continuo a escrever, tentando transmitir às palavras este aperto que não sei bem vindo de onde, se instalou no meu peito. Será arrependimento? culpa? saudade, medo, angústia ou simplesmente algo que não deveria ser? amor.... palavra que consome sorrisos tal e qual um cigarro, basta iniciar, que só tende a diminuir e a apagar a real chama. Amor, sentimento consumista de sorrisos e impulsionador de tristezas.